Edição 53 – Riscos no cenário atual

Nada do que foi será, de novo, do jeito que já foi um dia, tudo passa, tudo sempre passará… Lulu Santos.

Nada que fosse possível esperar, estamos em um ano completamente atípico e os ativos de risco continuam com a mesma volatilidade que comentamos no início do ano.

Todos os jornais mais relevantes fizeram as suas previsões e palpites para o ano. Um dos pontos mais citados foi a guerra comercial – que realmente não cessou.

Fora do imaginado, encontramos o COVID pela frente, e demos a sorte da carteira inteligente, a cada mês uma nova confirmação, e a carteira inteligente se solidificou em uma das piores crises de todos os tempos.

Carregando a segurança da renda fixa em tempos de crise, a menos exposição a bolsa e a um reforço na proteção, aproveitando os ganhos dos ativos descorrelacionados como é o caso da valorização do dólar frente ao real, ouro que está chegando aos 2k e até o Bitcoin que se mostrou  um investimento resiliente, tudo abordado educacionalmente no Carteira Inteligente e amplamente comentados nesta publicação semanal.

Com o andar da crise, em frente, os ativos relacionados ao setor de tecnologia tenderão a manter sua posição de valorização, uma vez que a força compradora é maior que a vendedora, pois, a cabeça dos investidores  voltou-se para a tecnologia.

Em uma espécie de antecipação dos resultados futuros da transição tecnológica mundial – que temos chamado de digitalização -, comentados aqui, o mundo do amanhã chegou ao hoje e a valorização chegou na Apple, Facebook, Netflix, Spotify, Amazon, Tesla, Zoom, Magazine Luiza e até Weg.

O mundo ainda está caótico, estamos em um movimento de recuperação? Talvez sim, mas estamos apostando as nossas fixas em um barco sem fundo? Quem garante que a economia volta à tona?

Ou os bancos centrais garantem, ou estamos no caminho para uma recuperação que antecederá uma queda abrupta nos preços quando percebermos que não existe demanda suficiente para a economia ainda em estagnação, com o PIB comprometido e com empresas zombies carregadas de as dívidas corporativas – que não param de crescer.

O caos estará na mão dos governos e das seguradoras, estas, com o risco de eventualmente sofrerem processos para recuperação dos prejuízos causados com a pandemia, como ocorrem em casos de tempestades, terremotos, vendavais e etc… alguém pagará a conta, e preferencialmente é a seguradora, o governo e por último o contribuinte.

Neste caso fará sentido todo o caixa da Berkshire e a segurança do Warren Buffett mesmo no meio de uma crise, será que o risco cairá para o seu lado?

Estaríamos vivendo um momento demasiadamente preocupante para as seguradoras e vendedores de opções?